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PARA MEDITAR

Meditação sobre o sacerdocio

Maria, a primeira no caminho...

Esses meses têm sido ricos em competições esportivas para um bom número de países e torcedores: futebol, ciclismo, tênis, atletismo... Esses acontecimentos de massas (particularmente o futebol, cuja federação internacional reúne mais países do que a ONU) são muitas vezes um interessante espelho onde se refletem muitas das características do nosso mundo e da natureza humana: orgulho nacionalista, poder do dinheiro, valorização do esforço e da disciplina, o culto do ego, do corpo e da juventude, o sentido da competição, desafio em superar os limites do corpo e da mente, explosão das paixões, comportamentos solidários e outros menos nobres... Os meios de comunicação de massa fazem com que tudo isso apareça, assim como numa vitrine, diante dos olhos do planeta. Tudo isso não é novo e é apresentado com maior ou menor profundidade por sociólogos e comentaristas.

 Durante este mês de agosto, Maria é celebrada em muitas partes do mundo, em volta da festa da Assunção. Pensamos nela, tendo na mente esses acontecimentos esportivos. Eles nos mostram a necessidade que a maior parte de nós tem de nos sentirmos “vencedores” na carreira da vida: socialmente, economicamente, culturalmente e..., religiosamente. Vencer, ganhar pode tornar-se o primeiro objetivo, às vezes passando por cima de qualquer outra coisa. Não deveríamos esquecer nunca a afirmação de Jesus: “Onde está vosso tesouro estará vosso coração”, (Mateus 6,21) já que, se ser o primeiro for o único objetivo diante do qual tudo pode ser relativizado (por exemplo, a verdade, a justiça, a solidariedade, por exemplo), teremos criado um ídolo, no altar do qual tudo pode ser sacrificado. A partir daquele momento, os outros serão apenas adversários, quando não chegarem a ser inimigos. Será que se pode competir e ganhar sem renunciar a esses valores? Pensamos que sim, e será a condição para que o esporte seja, como pretende, uma escola para a vida. Algo deste tipo deixou expressar as palavras de uma corredora, medalha de ouro no último campeonato de Europa de atletismo, quando, transbordante de alegria, dizia diante das câmaras: “Estou muito feliz. Na verdade eu não esperava. Me surpreendi a mim - mesmo. Talvez, ganhei porque, para mim, isso é um jogo, um momento de alegria... Não sentia nenhuma pressão, soltei-me e dei tudo o que tinha”.

 Maria foi medalha de ouro nos melhores valores humanos, especialmente na fé, na confiança e no dom de si – mesma, a primeira a ser glorificada junto de Deus. Foi a mulher disponível, livre para amar, despojando-se e oferecendo-se por inteiro. Ela nos deu o próprio Jesus, nosso único tesouro! Quanto tem para nos ensinar! Oxalá que este mês “mariano” e a festa da Assunção nos ajudem a crescer na fé e na confiança, no dom e na entrega de nós - mesmos para o serviço daqueles que não ganharam nenhum dos campeonatos realizados no nosso mundo. Maria, mostra-nos o caminho!


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                                                                         Ultima renovaçâo: 04-08-2010



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